Rio deve receber 20% a mais de turistas para o réveillon de 2017

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Rio de Janeiro - Turistas desembarcam de navios no Píer Mauá, zona portuária da capital fluminense, para os festejos do réveillon que acontecerão na praia de Copacabana. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Turistas desembarcam de navios no Píer Mauá, zona portuária da capital fluminense, para os festejos do réveillon na Praia de CopacabanaTomaz Silva/Agência Brasil

Apesar de a taxa de ocupação dos hotéis no Rio de Janeiro para a virada do ano ter caído de 98% em 2015 para cerca de 85% em 2016, o número de turistas na cidade aumentou 20%. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Rio de Janeiro (ABHI-RJ), isso ocorreu porque a oferta de quartos aumentou por causa da Olimpíada, evento para o qual foram inaugurados 18 mil quartos na cidade.

De acordo com o presidente da ABHI-RJ, Alfredo Lopes, a Olimpíada influenciou muito na divulgação do Rio de Janeiro, atraindo mais turistas para o réveillon.

“Foram praticamente 30 dias de toda a imprensa mundial e brasileira aqui no Rio de Janeiro. Isso gerou uma grande expectativa, curiosidade, desejo de conhecer esse novo Rio de Janeiro, com novos pontos turísticos, o porto, a zona sul, a Barra da Tijuca. Toda essa expectativa está dando resultado no réveillon, com a ocupação de 85% na zona sul, que a gente espera chegar próximo dos 90%, e 80% na Barra, onde esperamos atingir 85%. Acho que isso fez a diferença. Mesmo num ano de crise, o réveillon vai ser de casa cheia”.

A expectativa da ABHI-RJ é que a ocupação dos hotéis continue elevada durante todo o verão, inclusive no carnaval, que, em 2017, será no fim de fevereiro. Conforme Lopes, é nesse período que se espera chegar novamente a 95% de quartos ocupados na cidade. “Para o carnaval, pretendemos manter o mesmo nível de ocupação do ano passado, em torno de 95%. A estratégia tem sido a divulgação no Brasil e na América do Sul e temos notado o interesse das pessoas”, acrescentou.

Rio de Janeiro - Turistas desembarcam de navios no Píer Mauá, zona portuária da capital fluminense, para os festejos do réveillon que acontecerão na praia de Copacabana. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Três navios de cruzeiro com aproximadamente 16 mil turistas chegaram hoje ao Píer Mauá, zona portuária do RioTomaz Silva/Agência Brasil

Três navios de cruzeiro de grande porte chegaram hoje (31) ao Píer Mauá para a festa de Ano-Novo, com aproximadamente 16 mil turistas. Segundo o gerente de operações do local, Alexandre Gomes, os Jogos Olímpicos também geraram o maior fluxo de transatlânticos, pois toda a região portuária foi revitalizada para o megaevento esportivo.

“Os Jogos Olímpicos colocaram o Rio de Janeiro definitivamente no mapa do turismo internacional, mas também o projeto Porto Maravilha e os novos equipamentos turísticos da cidade localizados no entorno do porto, que são o Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio, Acqua Rio.O passageiro chega ao Rio de Janeiro e tem opções próximas ao porto. O tripulante, que nem sempre tem tempo para visitar a cidade por completo, também tem opções de turismo aqui perto.”

Para o gerente, o Natal foi o melhor dos últimos dez anos no terminal. “Eram quatro grandes navios, os quatro maiores da temporada de cruzeiros no Brasil. Movimentamos cerca de 20 mil turistas em um único dia”, afirmou Alexandre.

Cruzeiros

Casados há 55 anos, os aposentados Julieta Maria e Hamilton Batista são de Florianópolis e embarcaram no Costa Fascinosa para o décimo quinto cruzeiro juntos. Ela disse que já conheceu o mundo pelo mar e se sente mais segura nos navios do que em terra firme.

“Já conheço o mundo. Europa, Ásia, Estados Unidos. Se me derem hoje como presente uma passagem, eu não aceito. Prefiro ir de cruzeiro. Além disso, a Europa e os Estados Unidos estão muito violentos. Estamos maravilhosamente em um hotel e, de repente, estoura uma bomba. O que vou fazer agora é conhecer profundamente o meu Brasil”.

Apesar de tantas viagens de navio, é a primeira vez que o casal vai aproveitar o mundialmente famoso réveillon do Rio de Janeiro. Hamilton explicou que eles preferiram fugir do excesso de turistas da própria cidade.

“Sempre passamos o réveillon em Florianópolis, porque gostamos muito da nossa ilha. Mas este ano resolvemos sair porque tem muita gente. De 550 mil habitantes, ela se transforma numa cidade de 1,5 milhão de habitantes. Nós corremos principalmente do fluxo argentino. Não que eles sejam maus, são extremamente bons, mas complica muito nosso ambiente e o trânsito. Por isso, viemos de navio pelo litoral e para o Rio, que é uma cidade extremamente agradável.”

No fim da tarde, os navios seguem em direção à Praia de Copacabana, onde atracam para assistir a tradicional queima de fogos da virada do ano, que terá 12 minutos, com expectativa de público de 2 milhões de pessoas.

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