Império Serrano volta ao grupo especial das escolas de samba do Rio

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A Escola de Samba Império Serrano foi a campeã da Série A no carnaval do Rio de Janeiro, com enredo sobre o poeta Manoel de Barros. Com a vitória, a escola volta ao grupo especial, depois de oito anos de espera no acesso. A vitória também coincide com os 70 anos da escola, que foi fundada por trabalhadores sindicalizados do porto e é referência na história do samba.

A Viradouro foi a segunda colocada na apuração, com cinco décimos a menos. A Estácio de Sá, disputava de perto o campeonato, mas perdeu pontos no último quesito, samba-enredo, e foi a terceira colocada no carnaval.

Última colocada, a União Parque Curicica desce para a Série B.

Com a ascensão da escola da Serrinha e o campeonato da Portela no grupo especial, Madureira hoje é só festa para suas duas representantes no reino do samba carioca.

A presidente da escola, Vera Lúcia Corrêa, disse que a sensação é de “alma lavada” após oito anos de tentativas de voltar ao grupo especial, onde a Império Serrano já foi campeã. “Hoje, com o grande desfile que fez na avenida, a gente pode carregar esse troféu para Madureira e mostrar à nossa comunidade, na Serrinha, que valeu a pena”, comentou.

A rainha de bateria, Quitéria Chagas, se emocionou com o título, o segundo que ela acompanha na escola verde e branca de Madureira. “Tive esse gosto em 2008, e ter de novo é maravilhoso. Estou muito emocionada. A escola merecia subir”, declarou.

O presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj), Déo Pessoa, fez um balanço dos desfiles de 2017 e disse que o resultado é muito positivo. Depois da Império Serrano, as mais bem colocadas foram Viradouro, Estácio de Sá e Unidos de Padre Miguel. “As escolas estão de parabéns. Qualquer das três primeiras colocadas ou mesmo a quarta era merecedora do título”, disse.

O dirigente acredita que os acidentes ocorridos no Grupo Especial, em que mais de 30 pessoas se feriram, vão aumentar a cobrança também para a Série A. “O que ocorreu vai respingar em nós, no que diz respeito às cobranças e exigências que vão ocorrer daqui pra frente”, disse ele, que contou já ter uma reunião com o Ministério Público do Rio de Janeiro amanhã para tratar do assunto.

Para o presidente da Lierj, a cobrança é positiva, mas precisa ocorrer desde os barracões das escolas, que ele defende que sejam melhorados com a construção de uma “Cidade do Samba” para a Série A, como a que já existe para o Grupo Especial. “A gente faz esse apelo à prefeitura”, comentou. Sem citar exemplos, ele classificou de precários alguns barracões de escolas da Série A.

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