Centrão vai indicar André Moura para liderança do governo na Câmara

Depois de uma reunião rápida da base aliada ao presidente interino Michel Temer, o líder do PHS, Givaldo Carimbão (AL), foi o primeiro a deixar a sala do PTB na Câmara confirmando o apoio de 300 deputados ao nome de André Moura (PSC-SE) para assumir a liderança do governo na Câmara dos Deputados. 

 O presidente ,dep. André Moura (Wilson Dias/Agência Brasil)

A indicação de André Moura para liderança do governo na Câmara recebeu 300 votosArquivo/Wilson Dias/Agência Brasil

O grupo representa o chamado Centrão e defenderá a indicação na primeira reunião de líderes da base com o presidente no Palácio do Planalto, ás 14h. A reunião foi realizada no fim da manhã de hoje (17), envolvendo lideranças do PEN, PP, PR, PSL, PSD, PRB, PTN, PSC, PHS, PROS, PMDB e o Solidariedade

“Vamos defender este nome, mas o grupo entende que a prerrogativa é do presidente interino Michel Temer”, afirmou Carimbão. O apoio não inclui parlamentares do PSDB, DEM e PPS, que defendem a indicação de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a função.

Moura foi um dos últimos a chegar e não comentou sobre a possível indicação de seu nome. Pessoas próximas a ele chegaram a relatar um grau de constrangimento do parlamentar, que afirmou não ter sido procurado pelo governo. O fato de ser aliado declarado do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ainda mantém algumas resistências à sua indicação. Caso assuma a liderança, o comando da bancada da maioria na Câmara pode ficar com o DEM.

André Moura deixou a sala, evitando jornalistas que entrevistavam outros líderes. Questionado pela Agência Brasil, ele confirmou que não foi consultado e disse preferir aguardar um posicionamento oficial de Temer. Moura informou que a escolha tem de refletir um nome próximo do presidente interino e que contribua com as articulações na Casa, de modo que o governo consiga aprovar matérias prioritárias.

Waldir Maranhão

O grupo também discutiu a situação do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), e fechou consenso de que, regimentalmente, não é possível tirá-lo do cargo. “Não encontramos formas legais. Não tem como tirá-lo, a não ser por um processo de cassação no Conselho de Ética”, afirmou Carimbão.

Para o líder do PHS, “só o tempo dirá” se Maranhão terá condições de conduzir os trabalhos no comando da Casa. Líder do partido de Maranhão, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) classificou a reunião do Colégio de Líderes como um “teste” e reiterou a posição do grupo. “Toda a Casa é lapidada por nosso regimento”, disse.

Ribeiro acrescentou que o PP convocará uma reunião da Executiva Nacional do partido até o fim do mês para decidir sobre uma possível expulsão da legenda. Nesse caso, o que está em jogo não é  a decisão anunciada por Maranhão, de anular sessões da Casa quando foi aprovado o impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff e depois revogar o ato.

Segundo Ribeiro, o partido decidirá sobre seu futuro considerando que o deputado não respeitou o fechamento de questão na legenda e votou a favor da petista no plenário.

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